Assim estou de pé, empedernido, para a
distância a que te conduzi:
Escavadas
pela areia movediça as duas
covas na orla inferior da fronte.
Oculada
escuridão lá dentro.
Latejado
por martelos baloiçados em silêncio
o lugar,
onde o olho alado me roça.
Por detrás,
entalhado na parede,
o degrau,
onde se agacha o recordado.
Para este lado
pinga, dádivas das noites,
uma voz,
onde esvazias o beber.
Paul Celan in Não Sabemos mesmo O Que Importa
Aqui nesta praia onde Não há nenhum vestígio de impureza, Aqui onde há somente Ondas tombando ininterruptamente, Puro espaço e lúcida unidade, Aqui o tempo apaixonadamente Encontra a própria liberdade. Sophia de Mello Breyner
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28 março 2015
07 fevereiro 2015
AMONTOADO DE PALAVRAS, vulcânico,
sobremarulhado.
Em cima
a turba inundante
das anticriaturas: ela
içava a bandeira reprodução e imitação
cruzam fúteis no sentido do tempo.
Até que tu ex-
peles a lua-de-palavras, de onde
o milagre da baixa-mar acontece
e a cratera em forma
de coração
gera nua para os começos,
os régios
nascimentos.
Paul Celan in "Não Sabemos mesmo O Que Importa"
sobremarulhado.
Em cima
a turba inundante
das anticriaturas: ela
içava a bandeira reprodução e imitação
cruzam fúteis no sentido do tempo.
Até que tu ex-
peles a lua-de-palavras, de onde
o milagre da baixa-mar acontece
e a cratera em forma
de coração
gera nua para os começos,
os régios
nascimentos.
Paul Celan in "Não Sabemos mesmo O Que Importa"
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